Saudações literárias, leitores e leitoras!
Hoje vamos tratar de assunto um tanto "polêmico" para nós, leitores. Eu aposto que você tem um amigo ou conhecido (ou até quem sabe - cof cof... - você mesmo =D) que protege os livros como se fossem seus próprios filhos! Calma, calma. Não se desespere! Você não está sozinho nessa jornada.
Já vi de tudo nessas experiências literárias. Pessoas que colocam os livros envolvidos no plástico, que guardam dentro de caixas, que limpam todos dias e que até passam aspirador de pó. É... Tem de tudo e mais um pouco. Mas será que essa proteção é realmente necessária? Será que nós deixamos de aproveitar totalmente o conteúdo dos livros tratando-os como filhos? Não acredito que deixamos de absorver as ideias do autor ou a essência de um livro protegendo-o, muito menos que essa proteção é desnecessária. Afinal, diga a verdade: quando você empresta um livro (se é que isso acontece) e ele é devolvido todo sujo e com marcas, você não fica feliz. Vai me dizer que quando um livro seu, que antes era tão perfeito na estante, volta todo mal tratado... Você não sente nem um pouquinho de dor?
Eu, particularmente, não gosto e nem sou adepta a riscar livros, marcar com canetas ou algo do gênero. Mas conheço pessoas que fazem isso e não sentem nem um pingo de pena ou remorso (E AINDA USAM A ORELHA DO LIVRO PARA MARCAR A PÁGINA)...
Algumas pessoas já me perguntaram por que eu cuido tanto dos meusfilhoslivros e eu respondi que não se trata apenas de uma loucura... Levando para o lado "da limpeza", é uma questão estética e principalmente de conservação do livro.
Um poeta francês chamado Paul Valéry, disse uma vez que "os livros têm os mesmos inimigos que o homem: o fogo, a humanidade, os bichos, o tempo e o próprio conteúdo." Essa frase pode ser analisada de várias maneiras, mas vamos focar no tema proposto hoje. Valéry confirmou o que todos os Bookaholics já saberiam... Os livros, que são tão belos, grandiosos e que podem ser usados como ferramenta de estudo, lazer e principalmente conhecimento, são tratados com desprezo e deixados de lado. A própria humanidade que produz, depreda. E o tempo,claro, faz seu papel. Os anos passam e as páginas começam a amarelar e as traças começam a surgir. Por que, então, devemos adiantar esses fatos? Contudo, não vamos julgar as pessoas que riscam/marcam seus livros. Elas também estão lendo e usufruindo de conhecimento, não é verdade? Todos nós somos diferentes e temos diversas formas de memorizarmos uma história e torná-la parte da nossa vida. Muitas vezes, a pessoa que marca o livro aproveita e lê muito mais do que outra que não o faz.
Diante de tooooodo esse assunto, o que podemos concluir é o seguinte...
Vocês conhecem aquele filme Ratatouille? O chef parisiense Gusteau sempre repete "qualquer um pode cozinhar". Talvez essa frase possa se aplicar a nós leitores (caso eu esteja viajando demais nessas comparações, não liguem... eu estou escrevendo com fome e esse filme mostra comida o tempo todo =P). Qualquer pessoa que estiver disposta a ler e compreender de verdade um livro, vai conseguir. Não importa a forma como isso acontece, marcando ou não o livro. Eu ainda continuarei protegendo os meus assim como outros continuarão grifando... O importante foi, é e sempre será, desfrutar da beleza e do incrível sabor que as palavras possuem ao serem lidas.
" Os livros são abelhas que levam o pólen de uma inteligência a outra."
- James Lowell
Nathalya Kuster

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