Resenha #2 - Fahrenheit 451 (sem spoilers)

Saudações literárias, leitores e leitoras!

O livro que eu escolhi para fazer a resenha de hoje foi "Fahrenheit 451", de Ray Bradbury.

Editora Globo, selo Biblioteca Azul.
215 páginas

Esse livro é uma obra distópica que foi publicado oficialmente em 1953 e critica a sociedade que está se tornando cada vez mais alienada. Nessa sociedade, os livros são totalmente proibidos, as pessoas não podem expressar suas opiniões e qualquer foco de pensamento crítico é visto como loucura. Fahrenheit 451 é a temperatura em que o papel pega fogo e queima.

Para que servem os bombeiros? Para salvar vidas que se encontram em situação de perigo, apagar incêndios e ajudar as pessoas, correto? Bom... Não nesse livro. Pelo contrário: a função dos bombeiros nessa sociedade é queimar os livros e as casas de quem os possuir ou escondê-los. 

Porém, um desses bombeiros (o protagonista da história), Guy Montag - percebe-se desde o começo do livro que ele vive em uma dualidade/um conflito pois nunca entendeu o sentido de seu trabalho -, um dia acaba encontrando uma jovem de 17 anos chamada Clarisse. Diferente de todas as pessoas, ela busca realmente viver: sentir o cheiro das flores, observar as paisagens, conversar e caminhar. Sempre procura entender o "porquê" de tudo no mundo. Ela será o principal motivo que fará Montag refletir sobre o que ele está fazendo de errado. 

"Tenho dezessete anos e sou doida. Meu tio diz que essas duas coisas andam sempre juntas." (Clarrise McClellan)

Montag é casado com Mildred, uma mulher que tenta preencher a curiosidade que possui vendo programas de televisão o dia todo. Logo no começo do livro, podemos notar que na verdade, ela é muito infeliz, apesar de não admitir. Suas duas amigas, Sra. Bowles e Sra. Phelps, vão acabar por representar toda alienação e falta de criticidade que mais tarde gerará falta de sentimentos e de senso moral/ético.

O chefe de Montag, Capitão Beatty, tenta sempre convencê-lo de que os livros não prestam para nada, sempre dizendo que eles se contradizem, não levam a lugar nenhum e qualquer pessoa que tenta preservá-los, não tem nenhuma noção do que é bom ou ruim.

A narrativa é muito bem feita, apesar de poucas páginas. É um livro excepcional pois mesmo sendo escrito há 60 anos atrás, consegue "prever" o que iria acontecer com a sociedade atualmente! Vamos falar a verdade... Quantos jovens perderam a vontade de ler ou trocaram a leitura pela tecnologia? Claro que somos pessoas diferentes e obviamente, algumas gostariam de ler e outras não. Porém, se formos perguntar o motivo pelo qual eles não leem mais, iremos receber um "porque é chato" como resposta. 

Conseguimos cumprir duas tarefas ao lermos Fahrenheit 451: ler um livro "clássico" distópico e aumentar nossa paixão pela leitura, uma vez que sem eles seria muito complicado para obtermos senso crítico e mudar o mundo em que vivemos!

E vocês, leitores? Já leram ou querem ler esse livro? O que acharam da escrita do autor? Comentem e até a próxima!

"Mas é isso o maravilhoso no homem; ele nunca fica desanimado ou desgostoso a ponto de desistir de fazer tudo novamente, porque ele sabe muito bem que isso é importante e vale a pena." (Granger, Fahrenheit 451)

Nathy.

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